Acusado de matar mototaxista é preso: “Armaram para mim”

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Itabuna – A Polícia Civil, sob o comando do delegado Marlos Macedo, prendeu na tarde desta quinta-feira 17/10/13, Jonathas Viana Santos, “Junior Fedor”, de 18 anos, um dos suspeitos de matar o mototaxista José Urbano Oliveira Simões, 42 anos, na manhã da última terça-feira 15/10/13. José foi morto com vários tiros na Avenida Juracy Magalhães, próximo ao Supermercado Meira. Os policiais prenderam Junior Fedor no bairro de Fátima, em seguida, realizaram diligências pela cidade em busca de comparsas e a arma usada no crime. O acusado foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios para prestar depoimento e ficar a disposição da justiça.

Motivação

De acordo com informações policiais, José Urbano teria descoberto um possível envolvimento amoroso da esposa com um homem identificado como Capiléu. Ainda com base na polícia, José Urbano teria atirado ou contratado alguém para matar o suposto amante da esposa. Capiléu chegou a sofrer 3 tiros na tentativa de homicídio, mas não informou à polícia. Após a tentativa de homicídio contra Capiléu, o irmão dele, identificado como Argeu, teria contratado Junior Fedor para assassinar o mototaxista. Para que Fedor aceitasse o serviço, Argeu acertou o pagamento de R$2mil e inventou que José Urbano era membro da facção criminosa Raio A, rival da facção de Fedor, o raio B. Argeu ainda teria pilotado a moto no dia do crime. Um pagamento adiantado de R$1.500 foi feito ao atirador. Policiais ainda contaram que existe a suspeita de que o dinheiro tenha sido fornecido pelo pai de Capiléu e Argeu, que foi conduzido para prestar esclarecimentos. Se comprovada a participação de todos os citados pela polícia (Argeu, Capiléu, e o pai dos dois), eles também serão presos. Fedor irá para o presídio de Itabuna por força de mandado de prisão expedido por um crime anterior.

Declaração de Fedor

Junior Fedor declarou que só aceitou matar José Urbano porque acreditou que ele fosse membro do Raio A. “Matei o cara errado, armaram pra mim”, declarou. Fedor ainda disse que se arrependeu ao chegar em casa e descobrir que José não era criminoso. “Eu não mato inocente”, afirmou.

Roubo de celular

Familiares da vítima de um assalto estiveram na delegacia e reconheceram Junior Fedor como autor do crime. O acusado também assumiu a ação. Ele teria roubado o celular de uma criança de 10 anos na semana passada. O aparelho foi recuperado.

 

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