Conheça as principais doenças oculares do Inverno

DayHORC: O inverno e as doenças oculares

 

Saiba como identificar e tratar a Síndrome do Olho Seco

Com a chegada do inverno aumentam as incidências de doenças oculares. Isso porque na estação mais fria do ano caracterizada pela baixa umidade e o  clima seco, concentra-se no ar uma maior quantidade de poluentes.  Os fatores climáticos fazem com que os olhos percam um pouco da sua lubrificação natural tornando-os mais suscetíveis as alergias, conjuntivites e a síndrome do olho seco.

Para ajudar a identificar os sintomas, causas e tratamento da síndrome do olho seco, o oftalmologista do DayHORC -Hospital de Olhos Ruy Cunha, José Fabiano de Freitas CRM – 14258 esclarece alguns pontos da patologia que é caracterizada pela diminuição da produção de lágrima ou deficiência em algum dos seus componentes.

 O oftalmologista faz um alerta à população “o desequilíbrio na produção lacrimal pode produzir um leve desconforto na visão, vermelhidão e irritação, fazendo com que o indivíduo tenha a sensação de que existe um corpo estranho no olho como um cisco ou pequenas partículas de poeira”.

No outono e no inverno o clima seco e o aumento da poluição, ou seja, fatores ambientais é a maior causa do aparecimento do olho seco. A doença se manifesta mais facilmente devido à baixa umidade do ar, e aos ambientes com ar condicionado.  “ Usuários de computadores que, em frente ao monitor, diminuem o reflexo do piscar também podem ser vítimas da doença. O uso inadequado de lentes de contato e algumas cirurgias oculares ou de pálpebra também podem causar a síndrome ou induzi-la, ainda que transitoriamente”, alertou o oftalmologista.

Quem adquire a síndrome do olho seco, às vezes  precisa fazer o uso de colírios de lágrimas artificiais, que agem como lubrificantes ou até mesmo realizar tratamento para aumentar a secreção de gordura pelas glândulas ao redor das pálpebras. Para saber a causa desse incômodo, uma consulta ao oftalmologista é essencial. “É importante ressaltar que a automedicação, com o uso indevido do produto, é prejudicial e pode causar, geralmente, agravamento do quadro clínico. Ao sentir os primeiros sintomas é indispensável procurar um oftalmologista imediatamente. É sensato lembrar que na maioria das vezes, não existe a necessidade de usar colírios para melhorar os sintomas”, orienta.

Outra doença ocular muito comum no inverno segundo José Fabiano são as conjuntivites alérgicas e virais. As conjuntivites alérgicas não são contagiosas e o principal sintoma é a coceira, e são causadas por respostas exageradas do organismo a uma determinada substância, (chamadas de alérgenos) que acometem os olhos ou as estruturas próximas a ele, como as pálpebras. “Na maioria dos casos as alergias oculares são causadas por fumaça, ácaros, etc. Entre os sintomas mais comuns estão: olhos vermelhos, coceira, lacrimejamento, ardência, fotofobia e irritação. Embora qualquer pessoa possa desenvolver uma alergia ocular, o número maior de incidência ocorre em portadores de rinite alérgica, asma ou alergias de pele”, esclareceu o oftalmologista.

 No caso da conjuntivite viral, inicia-se com olho vermelho e incômodo em um dos olhos e depois de alguns dias afeta o outro olho, pois é altamente contagiosa. “A conjuntivite viral geralmente é causada pelo adenovírus que é o mesmo agente que causa a gripe comum. Portanto, o paciente com conjuntivite viral geralmente pode estar gripado ou com a imunidade baixa por algum motivo. O olho amanhece grudado e durante o dia, o olho fica vermelho e lacrimeja bastante”, alerta Dr. José Fabiano Menezes.

Não descuide da sua saúde ocular. Siga as recomendações e previna-se contra os principais problemas oculares de inverno:

·     Faça a lavagem e a secagem de mantas, cobertores e blusas de lã guardadas por muito tempo;

·      Evite o acúmulo de poeira em casa e ambientes climatizados. Durma em local arejado e umedecido;

·      Lave com frequência o rosto e as mãos, principalmente antes  e depois do uso de colírios ou pomadas, uma vez que estes são os meios importantes para a transmissão do microorganismo;

·      Não compartilhe toalhas de rosto, esponjas, rímel, delineadores ou qualquer outro produto de beleza;

·      Evite objetos que acumulem poeira, como: cortina, carpete, tapete, bicho de pelúcia, documentos antigos, livros etc;

·      Evite a exposição a agentes irritantes como fumaça e/ou alérgenos como pólen, poeira, pelos de animais e cloro de piscina;

·      Mantenha o filtro do ar condicionado sempre limpo;

·      Quando estiver com conjuntivite, não utilize lentes de contato e não coce os olhos, para evitar irritações.

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