A Polícia Militar sobressaltada

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Soldado Neto, foi líder da greve da PM em Itabuna no ano de 2012

É notória nos meios de comunicação a insatisfação geral dos militares baianos em relação a plano de carreira, interstício de promoções, salários, cursos de qualificação e a tão esperada extinção do Estatuto Policial Militar, introduzindo em seu lugar um Código de Ética Policial Militar mais objetivo, moderno e acima de tudo que tenha como premissa a proteção da Dignidade da Pessoa Humana nos órgãos policiais.

O primeiro passo para a formação de uma sociedade é o fortalecimento e controle jurídico da sua Polícia, isso demonstra a evolução humana deixando a época da barbárie e outorgando ao poder público o uso legítimo e exclusivo da força e da coação como forma de controle social, garantindo a ordem pública.
O crescimento assustador da insegurança no país fez surgir debates e personagens antes nunca visto em seminários destinados para área de segurança os quais eram restritos a Chefes/Comandantes das Polícias, Juízes, Promotores e Gestores Públicos, percebeu-se que a complexidade é mais abrangente sendo necessário um conjunto de ações estatais envolvendo educação de qualidade, saúde preventiva, investimentos em áreas de risco e descontrole social.
Mas, tema controverso e que cresce a cada dia é a limitação jurídica do agente de segurança pública, principalmente o Policial Militar, por fazer parte desse contexto social o militar tem seus direitos tolhidos no tocante a valorização profissional.

O seu regulamento interno o molda para a servidão colocando-o em situação de subcidadania perante o Estado, a sociedade e as Leis. Isso vem refletindo fortemente no meio militar fazendo crescer discussões sobre desmilitarização das PM’s, unificação das polícias estaduais, carreira única e salário nacional unificado.

A função e estrutura das PM’s necessitam de reformulação e realinhamento com a Lex Magna, com a Constituição Federal de 1988, fazendo ressurgir uma polícia cidadã em sua plenitude, tanto para o público externo, a sociedade civil, quanto para o interno, os seus integrantes. Não se concebe em tempos atuais prisões, represálias e o cultivo do medo aos policiais por estar reivindicando melhorias salariais e de condições de trabalho nas corporações ou trazendo à baila a ineficiência do Estado em gerir a segurança.
A sociedade anseia por realizações significativas na atuação policial contra o recrudescimento da criminalidade, e isso passa por profundas mudanças internas destas corporações, dentre elas a humanização do ambiente de trabalho e a valorização do indivíduo que veste a farda no dia a dia irá estimular o trabalho de policiamento ostensivo. A cultura profissional dos órgãos policiais deve primar pelo lado humanitário, observando sempre a técnica e a obediência aos códigos, leis, mas acima de tudo valorizar o ser humano, o cidadão policial.

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